Dia da Mata Atlântica: conheça as Unidades de Conservação do bioma em Pernambuco

Parque Estadual Dois Irmãos preserva fragmento da Mata Atlântica no Recife

Neste dia 27 de maio é comemorado o Dia Nacional da Mata Atlântica, que foi idealizado com o objetivo de conscientizar e levantar debates acerca das características, preservação e importância do bioma para a biodiversidade e o equilíbrio ambiental do Brasil. 

A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos em biodiversidade no mundo e é considerada a segunda maior floresta em extensão no Brasil. Abrangendo 17 estados de quatro das cinco regiões do país, o bioma se espalha por 15% do território nacional e abriga 72% da população do país. 

Em Pernambuco, a Mata Atlântica conta com 69 Unidades de Conservação (UC’s), que são zonas protegidas por lei visando a preservação, conservação e o manejo da biodiversidade. Nessas áreas, a legislação – que pode ser federal, estadual ou municipal – estabelece diretrizes específicas para visitação e uso dos recursos naturais, diferente das regiões dos biomas que não são amparadas pela lei. 

Essas Unidades de Conservação são divididas em duas categorias: Unidade de Proteção Integral e Unidade de Uso Sustentável. A primeira subdivisão é mais rígida, não permitindo o uso direto dos recursos naturais presentes nesses locais. O objetivo principal é preservar as áreas delimitadas de qualquer interferência humana. Já a segunda categoria permite a visitação e o uso dos recursos, sempre visando, acima de tudo, o equilíbrio entre ser humano e natureza. 

Em Pernambuco, as Unidades de Conservação que mais costumam receber visitantes são:

Parque Estadual de Dois Irmãos, no Recife. Com 384 hectares, abriga o zoológico da capital pernambucana. O zoo é lar para dezenas animais, entre aves, répteis e mamíferos. Destaca-se por ser um polo de educação ambiental e cuidados com a fauna do Norte e Nordeste.

Reserva de Floresta Urbana Mata do Passarinho, em Olinda. Unidade de Uso Sustentável, a reserva conta com 13 hectares e tem a sua posse compartilhada entre a prefeitura de Olinda e iniciativa privada. É o maior remanescente de mata atlântica no município.  

Estação Ecológica Caetés, em Paulista. Quase se tornou um aterro sanitário na década de 1980. Tem uma forte pegada de educação ambiental conservacionista e de investigação científica. 

Refúgio da Vida Silvestre de Gurjaú, no Cabo de Santo Agostinho. Conta com uma área de quase 1100 hectares espalhados por três municípios da Região Metropolitana do Recife: Cabo de Santo Agostinho, com 744 hectares; Moreno, com 175; e Jaboatão dos Guararapes, com 157. Nessa área, estão presentes mais de 200 nascentes, que integram uma proteção de mananciais. O Refúgio está presente no Atlas da Biodiversidade de Pernambuco como área prioritária para estudos acerca da biodiversidade do local.

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